O Belo Monte: História e Historiografia da Guerra de Canudos.
Patrícia Aparecida de Oliveira[1]
Resumo
O movimento ocorrido em Arraial de Canudos ou Belo Monte aconteceu no fim do século XIX, no nordeste do Brasil, mais precisamente no sertão da Bahia. Era liderado por Antonio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido como “Antonio Conselheiro” que fundou o Arraial em 1896[2]. Conselheiro em meio a suas pregações constrói o povoado e nele organiza um tipo de sociedade que é alicerçada por um sistema de produção que se baseia no trabalho coletivo.
Este movimento estava emergindo no coração do sertão baiano, que tinha um líder popular que via num movimento social a solução para de fender o povo pobre do norte do sertão baiano, desunindo, desnorteando as relações de produção do campo. Este movimento começou então a atrair os trabalhadores do campo que se sentiam oprimidos pelos grandes produtores da região, pelos detentores do poder.
Palavras-chave: Canudos, historiografia, movimento.
Não pretendo neste artigo decorrer por todo o episódio de Canudos, mas talvez levantar alguns questionamentos e analisar alguns pontos da singularidade ou quem sabe a pluralidade a respeito desta guerra, que ainda é vista como uma incógnita.
Muitas pessoas seguem Conselheiro e juntos erguem Arraial de Canudos. Conselheiro e seus seguidores eram vistos como uma grande ameaça à república e à ordem social. Em suas pregações Antonio Conselheiro fazia um misticismo entre a religiosidade do povo e a doutrina da Igreja Católica. Ele convoca os fiéis a defender os seus direitos, fazendo duras críticas à República e também à Igreja, não aceitando assim a imposição do pagamento de impostos e ainda se volta contra alguns pontos da doutrina da Igreja, dentre estes, o casamento religioso.
Pensar Canudos num contexto euclidiano faz-nos viajar por entre a escrita de “Os Sertões” e chegarmos até o Arraial e ali visualizar cada canto, sentindo o modo de vida daquelas pessoas. Eram homens, mulheres, crianças, velhos, que viveram todo aquele massacre. Povo simples que lutavam por um ideal, por uma vida mais justa e que não sendo entendidas eram chamados de loucos, fanáticos, que tem a frente um místico, que busca no fanatismo religioso as questões para a sua luta.
Muito da historiografia de Canudos ficou por muito tempo escondida, pois para as autoridades não era ideal que a História do massacre em Canudos fosse contada com todas as linhas e entrelinhas, muita coisa ficou obscura sobre o morticínio de violência contra o povo que ali viviam.
Aqui quero analisar aquela gente simples, que tinha como desejo viver em suas terras sem precisar pagar impostos muito altos, impostos estes que eram atribuídos pela República.
Sendo assim houve todo um empenho do novo regime que surgia no país para que tivesse logo um fim aquela revolução de pessoas fanáticas. E assim vieram contra os conselheiristas toda a força do exercito. A luta foi intensa.
Naquele momento o nordeste brasileiro era assolado pela fome, pela miséria e conseqüentemente pela precariedade, a região se via ainda abandonada por aqueles que detinham o poder político da época. O nordeste brasileiro vivia meio que abandonado pela força política, surgiu então neste período uma força que se juntou com o povo nordestino para lutar contra o novo regime que nascia no país; o povo se juntou a Antonio Conselheiro que no misto de força religiosa e força política se uniram pra juntos lutarem contra a República que nascia no Rio de Janeiro.
Um regime que nascia com todos os ares de modernidade e que tinha na França o modelo ideal de sociedade. Sendo assim nada que fosse contraria ao modelo europeu não serviria também para República. Acontecia que a população pobre, analfabeta e nordestina, que se levantaria ainda contra os impostos cobrados pelo novo regime seria um obstáculo a ser vencido.
Outro ponto a analisar seria o fato das duas forças oligárquicas existentes na Bahia que viam no episódio de canudos certa ascensão política, ou seja, de alguma maneira eles queriam ser vistos pelos políticos da República. Provavelmente de outra maneira eles não seriam notados, portanto era o momento de usar aquele pequeno povoado que tinha na força socialista um modo de se manterem onde um sempre ajudava o outro.
Houve assim uma mexida a partir de Canudos no embate entre os Vianistas X Gonçalvistas[3], duas grandes forças oligárquicas da Bahia. Essas duas oligarquias usaram do movimento para ascensão no conjunto nacional. Fizeram um tipo de manipulação, uma espécie de propaganda enganosa a respeito de Canudos, assim insuflou uma intervenção nacional.
Fico pensando o que os moradores do Belo Monte, o nome do lugarejo onde houve a Guerra de Canudos, falaria aos intelectuais, aos grandes sábios que procuram meios e meios de tentar entender, analisar, questionar, vivenciar, em fim como estes vêem a sabedoria destes que estudam o episódio de canudos. É certo dizer que poucos se preocupam em ouvir os moradores daquele lugar, o que eles pensam a respeito de tudo o que aconteceu.
Também não podemos negar que hoje já tem teses de mestrado e doutorado que pesquisaram todo aquele povo para entender de fato o que realmente aconteceu neste episódio na região do nordeste brasileiro.
Apesar dos estudos já existentes hoje a respeito de Canudos, serem mais minuciosos, e de haver uma preocupação de ouvir o povo, saber sobre seus sentimentos, suas expectativas de vida, a força que tem os descendentes dos conselheiristas e assim fez aludir a oralidades a respeito dos seus antepassados, de tudo que ouviam daqueles que vivenciaram o movimento.
Antônio Conselheiro e seus seguidores eram vistos como monarquistas, personificando assim o movimento como anti-república, quando o que eles queriam era viver numa comunidade socialista onde tudo era repartido com todos, e que não precisassem pagar impostos tão altos para a República, afinal de contas pagar imposto para que, se a República nada fazia por aquele povo.
Canudos, ainda é visto como um movimento de fanáticos messiânicos, um povo completamente místico e que era guiado por um homem religioso, sem os princípios adequados da religião predominante. Homem que falava em Deus para conduzir o povo, e assim pela fé, pudesse então alienar aquela gente.
Dizer que não havia o misticismo e o caráter religioso, seria até desqualificar a fé daquela gente; mas não era esses o único viés deste movimento. Essas pessoas tinham vontade própria, e se seguiam Conselheiro era por também acreditar num novo regime, onde não imponha a eles o pagamento de impostos tão altos.
Outro ponto que podemos ainda investigar é a condição em que vivia o nordeste brasileiro nesta época, era o início da grande seca. O povo nordestino passava por um período de escassez, portanto este povo sofredor via em Canudos uma força que brotava do coração do sertanejo, uma sociedade com um outro regime, o socialismo, em que tudo era dividido com todos.
Eram negros, índios, brancos, toda gente pobre daquele sertão nordestino que via em Conselheiro uma esperança de vida melhor. Mas não eram marionetes sendo conduzidas de qualquer maneira, tinha sim suas vontades e também suas regras.
O grupo de Antonio Conselheiro, era um grupo miscigenado, tinha gente de todo tipo, como descreve José Calasans[4]:
“Pelo visto, havia gente de todas as origens. Até tipos alourados, como Bernabé José de Carvalho, que fez lembrar ao autor de Os Sertões a presença de descendentes holandeses, no meio daquela jagunçada mestiça. Um homem de olhos azuis e cabelos alourados, que se proclamava de linhagem superior”. [5]
Ainda segundo Calasans:
“Pelo que nos foi possível, alicerçados, sobretudo na voz popular, o séquito do Bom Conselheiro reunia todas as "nações" do sertão. E pela presença de ex-escravos se pode até aventar a hipótese de ser Canudos o "último quilombo”. ”[6]
Canudos era, portanto um movimento socialista, que não reconhecia a República e nem queria pagar as altas taxas de impostos, era também uma cidade independente dentro do país, assumindo todos os poderes, religioso e político, e todo o povo acreditava na força de Conselheiro, ele era uma espécie de profeta, enviado por Deus para tirá-los da miséria. E sendo a pobreza uma característica comum do sertão, os sertanejos viam em Canudos uma outra alternativa de vida, sem a opressão dos latifundiários.
Também não podemos dizer que lá era tudo as mil maravilhas, seria até muito utópico estabelecer que no Belo Monte tudo era mesmo muito belo, definindo Canudos como uma terra prometida, como a “Nova Canaã”. O povo lá vivia sem uma boa infra-estrutura para uma condição de vida razoável, mas em geral penso eu que eles eram felizes apesar de todas as limitações.
Por muito tempo a Guerra de Canudos era vista pela historiografia a partir do ponto de vista daqueles que venceram, e que estavam mais preocupados em explicar o porquê de todo aquele massacre do que em pelo menos tentar entender a cultura e o modo de vida do povo sertanejo.
Hoje a historiografia vem reexaminando as narrativas a cerca de Canudos, mas ao mesmo tempo reconsidera ainda os critérios que pautaram tudo que se falava a respeito de Canudos há alguns anos atrás. Por momentos, é a urgência e a premência das vertentes acadêmicas que redefine o lugar e o papel de cada um na história de Canudos.
É preciso ver este movimento, esta guerra que aconteceu em Canudos, através do olhar daqueles que moram hoje no Arraial, àqueles que são descendentes dos conselheiristas, e que ouviram através da oralidade tudo o que os sobreviventes lhes contaram.
É ainda importante se destacar aqui a manifestação da luta de classes que está nas entranhas deste episódio, vendo através desta luta a aparição e a busca de se ter heróis, heróis estes que lutaram até o último homem na defesa de seus direitos. Heróis que estão no imaginário de cada um dos descendentes dos conselheiristas. Pessoas que buscam através de sua História uma outra historiografia desta guerra civil.
O caráter deste movimento é a reordenação das relações existentes no campo e que na época era expressa através destas lutas. O que se pode dizer é que o que aconteceu no Arraial de Canudos foi uma da lutas de cunho de movimento social mais importante, que fez eclodir numa grande guerra civil aqui no Brasil. Podemos relacionar ainda junto com o movimento de Canudos, outro importante episódio, que é o Contestado ocorrido em Santa Catarina, no sul do país[7].
Em aspectos gerais podemos analisar Canudos e o Contestado num conteúdo sóciopolítico que se implantou nas fragilidades que o novo regime (República) encontrava diante de uma sociedade que ainda tinha pela monarquia um sentimento de paternalismo, e não via a República com confiança. É importante ressaltar que estes dois episódios foram ocorridos em regiões bem distintas, mas tiveram o mesmo cunho social, lutando contra a desigualdade, contra a realidade em que se encontrava o país neste período.
O Brasil se encontrava nas mãos de uma pequena elite que se matinha rica pelo árduo trabalho da população pobre, que se sentiam extorquidos pela imposição do trabalho semi-escravista.
Canudos foi o reflexo das relações de produção no setor agrário do Brasil, ocorrido no final do século XIX, eram grandes latifúndios que esfolava o trabalhador do campo, fazendo com que vivessem num regime de miséria e fome. Estes trabalhadores, na sua totalidade de analfabetos, viviam no interior baiano de uma maneira quase que isoladas uma das outras, como "arquipélago de ilhas humanas", [8].
Consuelo Novais Sampaio[9] cita, que a Bahia na época de Canudos, tinha uma população esmagadora de analfabetos, e que hoje este cenário não muda muito, pois assim como no fim do século XIX a Bahia é visualizada ainda hoje como um estado onde o analfabetismo é predominante.
Na citação a seguir Sampaio nos diz que:
“Nesse contexto histórico, peregrinos de todos os cantos do Nordeste, açoitados pela seca e pela miséria, estabeleceram-se em Canudos, obedecendo ao bastão de comando de Antônio Conselheiro. Erigido em rival da Igreja Católica, temido pelos grandes latifundiários e manipulado pelos grupos oligárquicos dominantes, o Conselheiro foi identificado como monarquista e acusado de conspirar contra a República. Injustamente, porque não poderia ser outra coisa senão monarquista. Viveu toda a sua vida sob a monarquia e, ainda que o ponto culminante da sua odisséia haja ocorrido na República, dela pouco conhecia. Menos ainda os seus romeiros, alheios a qualquer forma de governo”. [10]
Este povo via em Conselheiro um apoio em meio a tantas tormentas que ocorria no sertão. Eles não estavam preocupados na mudança de regime, em quem estava governando ou deixava de governar o país ou o estado, a final nem um nem outro se preocupavam com a população pobre, eles também nem conheciam a República, só estavam indignados pela forma como eram tratados, e queriam agir não como marionetes, mas como sujeitos com vontade própria.
Este movimento tinha sim cunho social e religioso, um movimento participativo que via na coletividade um modo de produção do qual não se curvava à força da pequena elite e isso mexeu nos alicerces das oligarquias baianas, nos latifundiários que estavam perdendo sua força de trabalho.
Canudos apesar de frágil e sem um projeto concreto era visto no Rio de Janeiro como um movimento que se voltava contra a República e de uma força muito superior a que realmente tinha, era visto com um perigo apara a política da República.
Este discurso de um movimento altamente concentrado na derruba da República foi ainda mais eloqüente na voz dos jacobinos e assim Canudos ia sendo cada vez mais transformada num reduto de revolucionários perigosos e perturbadores, e assim o que era uma faísca foi se firmando no eixo federal como um grande incêndio que precisava ser o mais rápido possível eliminado.
Foram então enviadas para a Bahia tropas do exército com a finalidade de acabar com o reduto de Conselheiro e seus seguidores. A primeira tropa foi enviada em 1896, comandada pelo tenente Pires Ferreira[11]. É bem verdade que não foi fácil, houve por parte do exército federal muita dificuldades para vencer na Guerra de Canudos. E esta dificuldade que teve as tropas do exército em Canudos, foi vista pela a República como uma reação do povo de Canudos.
E eles reagiram, mas as condições do terreno, da vegetação da região e ainda o clima quente e árido do sertão colaborou para a derrota das tropas que viam sem antes conhecer o território do “inimigo”. E tudo isto era inflamado no Rio de Janeiro contra o movimento do Belo Monte ou Canudos.
Por fim o exército veio com toda força contra os conselheiristas, e assim diante de um massacre generalizado mostrou a barbárie ao Belo Monte ou Arraial de Canudos e houve uma decomposição da sociedade daquele lugarejo; Houve ainda, se não bastasse toda a barbaridade que se deu contra aquele povo, tiveram que lidar também com a violência sexual, contra suas mulheres e crianças que sobreviveram a esta batalha.
Faço aqui ainda algumas considerações a respeito da violência ocorrida nesta guerra, guerra esta que o povo do Belo Monte lutou bravamente sem as armas e contra as poderosas armas do exército republicano.
O povo do Arraial de Canudos tinha como armas o clima, a vegetação, a religiosidade, a fé e a esperança. Analiso por fim a importância que por muitos anos foi dada a este episódio, que por muito tempo caiu no total esquecimento. Esquecimento este que tem raízes profundas arraigadas entre intelectuais, Igreja e poder público. Pois estes viam naquela guerra um episodio sem importância alguma (ou talvez com muita importância) e assim era melhor que ficasse bem escondido sem que ninguém se desse conta disso. Compreendo que, se algo está muito escondido é porque tem coisa podre aí, afinal não se deve mexer nas vísceras expostas da força militar da época.
As águas rio Vaza Barris foram represadas, compondo assim a barragem de Cocorobó. Encobrindo a memória do Arraial de Canudos[12].
Antonio Olavo[13] nos diz que:
“Em Canudos, o que estava em jogo, não era a inundação de um pedaço de terra qualquer no sertão nordestino. As águas do açude de Cocorobó cobriram uma área onde ocorreu uma das mais importantes manifestações populares do mundo, que envolveu distintos interesses políticos e econômicos, gerando uma guerra que durou um ano e mobilizou tropas de 17 estados brasileiros culminando numa chacina de milhares de pessoas, que manchou com sangue os brasões da República e do Exército”.
A partir da fala de Olavo, fico pensando se a construção deste açude não teria sido propositalmente uma estratégia, para que memória do movimento ocorrido em Canudos pudesse de vez ser esquecida na imensidão das águas do cocorobó, acabando assim com qualquer vestígio do que aconteceu no Arraial de Canudos.
Entendo que, por trás de toda esta historiografia que muitos nos apresentaram, e ainda nos apresentam a respeito de Canudos, existiu e ainda existem interesses políticos, econômicos e militares para que este movimento popular ficasse esquecido, para que desta forma não viesse à tona a fragilidade da República, dos seus governantes e da força militar.
Referências
CALASANS, José. No tempo de Antônio Conselheiro. Salvador: Universidade
da Bahia, 1959.
FAEEBA, Revista, no especial (Canudos), 2a ed., jan./jun. 1995. José Calasans. O Séquito de Antônio Conselheiro.
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FAEEBA, no especial (Canudos), 2a ed., jan./jun. 1995. Consuelo Novais Sampaio. Repensando Canudos: Jogo das oligarquias.
JUNIOR JOBIM, Carlos Perrone. Diário de um Maragunço: as memórias de um soldado na Revolução Federalista e na Guerra de Canudos; Tese de Doutorado pela UFRGS (2002). Guerra de Canudos (1896 – 1897): Uma Visão Panorâmica.
MOURA, Clóvis. Sociologia política da guerra de Canudos: da destruição de
Belo Monte ao aparecimento do MST. São Paulo: Editora Expressão Popular,
2000.
OLAVO, Antonio. Artigo: O Açude de Cocorobó e a Memória Popular.
TOKARKI, Fernando. Pluralidades e Singularidas entre Canudos e o Contestado, Revista semestral de la Universidad de las Américas. PHAROS, vol. 9, n. 2,, novembro-dezembro de 2002.
[1] Acadêmica do curso de Licenciatura Plena em História - período V do Campus X – Departamento de Educação da UNEB – Universidade do Estado da Bahia.
[2] TOKARKI, Fernando. Pluralidades e Singularidas entre Canudos e o Contestado, Revista semestral de la Universidad de las Américas. PHAROS, vol. 9, n. 2,, novembro-dezembro de 2002, pág. 151.
[3] Vianistas – adeptos do então governador Luis Viana. Gonçalvistas – adeptos do ex-governador José Gonçalves. Rev. FAEEBA, no esp. (Canudos), 2a ed., jan./jun. 1995. SAMPAIO, Consuelo Novais. Repensando Canudos: Jogo das oligarquias. Pág. 06.
[4] Professor Emérito da Universidade Federal da Bahia
[5] Rev. FAEEBA, no esp. (Canudos), 2a ed., jan./jun. 1995. CALASANS, Jose. O Séquito de Antônio Conselheiro – pág. 59
[6] Rev. FAEEBA, no esp. (Canudos), 2a ed., jan./jun. 1995. CALASANS, Jose. O Séquito de Antônio Conselheiro – pág. 61
[7] TOKARKI, Fernando. Pluralidades e Singularidas entre Canudos e o Contestado, Revista semestral de la Universidad de las Américas. PHAROS, vol. 9, n. 2, novembro-dezembro de 2002, pág. 152.
[8] “Arquipélago de ilhas humanas” – SAMPAIO, Consuelo Novais. Repensando Canudos: Jogo das oligarquias. (p. 5).
[9] Professora da Universidade Federal da Bahia -
[10] Rev. FAEEBA, no esp. (Canudos), 2a ed., jan./jun. 1995. SAMPAIO, Consuelo Novais. Repensando Canudos: Jogo das oligarquias. Pág. 5.
[11] JUNIOR JOBIM, Carlos Perrone. Diário de um Maragunço: as memórias de um soldado na Revolução Federalista e na Guerra de Canudos; Tese de Doutorado pela UFRGS (2002). Guerra de Canudos (1896 – 1897): Uma Visão Panorâmica. Pág?
[12] OLAVO, Antonio. Artigo: O Açude de Cocorobó e a Memória Popular. Pág?
[13] Antônio Olavo: Fotografo, documentarista e pesquisador.
È realmente interessante conhecer com mais detalhes a guerra de Canudos, que aconteceu no nosso própio estado mas que muitos desconhecem, e os livros didáticos também não abordam acontecimentos regionais, dificultando ainda mais a historiografia e fatos que muitos de nós desconhecemos.
ResponderExcluirFalar dos movimentos socias que aconteceram no Braisl é sempre bom, ainda mais na Bahia. A historiografia de Canudos é pouco conhecida quase não se comenta no livro didático e o puco que se fala tem uma visão distorcida do que realmente aconteceu é interessante saber os motivos que levaram a fazer com que esse movimento ficasse esquecido. Adorei esse texto!!!
ResponderExcluirComo é bom ver que nossa turma conseguiu fazer trabalhos tão bons e que valorizem a cultura regional! Afinal , não podemos simplesmente esquecer o que grandes nomes da história como Febvre, Bloch,Le Goff e outros fizeram , o movimento como a Escola dos Annales que rompe com a visão positivista da história, abrindo caminho para novos olhares atraves da nova historia que justamente parte dessa ideia de analise de minorias, da história vista de baixo para cima, da história das mentalidades inserindo na história tambem as Ciências Sociais. Muito bom seu artigo!
ResponderExcluirA Bahia é um celeiro muito grande que tem grande importancia na história do nosso país, pena que em muitos livros didáticos são relatados de forma tão invisivel. Excelente artigo.
ResponderExcluirMto bom, obrigado. Estava precisando fazer uma historiografia sobre.
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